terça-feira, 10 de agosto de 2021

A quem possa interessar

Serei objetiva.

Esse espaço funcionou por muito tempo como um lugar de desabafos e vômitos emocionais. Acontece que quero ressignificar minha relação com a escrita, já que ela é meu recurso expressivo mais importante desde que me conheço por gente. Reli textos que me fizeram chorar. Mas, agora é hora de deixar isso onde isso deve permanecer: no passado.  Eu me despeço desse espaço sem pretensão nenhuma de voltar. 
Compreendo que minhas cicatrizes fazem parte de minha história. Só que agora compreendo também que já não sou mais a mesma de antes, de ontem e a do passado. Sou cíclica e por isso encerro esse ciclo.

Para quem quiser continuar acompanhando minha escrita maluca: https://medium.com/@adriellecamargo15 fica aí o convite (:


ps. queria poder arquivar os traumas da mente como eu arquivei alguns textos daqui, como não posso... kkkk sofro. mas também gozo. 


E tô aprendendo a ser mais eu. De tão eu que sou hoje, já não me encaixo no ontem mais.

Tomem água, moçada. 

Abraços virtuais. 

ps 2. eu sempre gostei de falar sozinha. O surto, meu pai kkkk 

Endereçada

Meus mais sinceros "foda-se" para você!
Você não entendeu nada sobre o real sentido do afeto. Amizade é tudo, menos toxicidade, falsidade, traição e roubada de brisa. Vá pra casa do caralho!

(para poder caminhar em paz. olhar pra frente e não cultivar nada além de indiferença por um ser tão baixo como você.)






Beijinhos :*

sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

(re)encontrar. deixar ir. ser quem sou. a mulher que se orgulha de si.

 Estou em busca de mim.

Sinto muitas necessidades, umas mais evidentes que outras. Estava sentindo a necessidade de alguma coisa que “não sei o que” e acho que depois de desaguar na cama eu compreendi: estou com vontade de mim. Daquela Dri sensível que nunca deixou de existir. Daquela Dri resistente, que vê beleza até quando a tristeza se faz presente. A mulher que sente. Dona da própria vontade. Bicho solto.  

(Eu preciso ir, deixe-me ir eu preciso me encontrar).

Preciso me curar dos sentimentos do passado. Hoje desnudei esses sentimentos e chorei. Não sou de guardar as minhas emoções. Quando faço isso, meu corpo sente. Minha carne enfraquece. Eu não posso ir contra mim mesma. Não posso caminhar na contramão de meus próprios passos.

O que me causa muita ansiedade é pensar demais. Pensar demais em você, corrigindo.

Embora eu ainda acredite minimamente na possibilidade de ainda compartilharmos de momentos bonitos, me questiono se realmente é possível. Talvez não seja esse.

 Sinto medo do que você ainda é capaz de fazer. Eu não sei mais o que sua insegurança é capaz de fazer.

Quando penso em romper nosso vínculo abruptamente, é justamente pelo medo de você me machucar de novo e de novo. E eu só sinto esse medo ainda porque me sinto fragilizada quando vejo seu sorriso, seus trejeitos, seu olhar se encontrando com o meu. Quando vejo a sua culpa.  Quando penso nas coisas belas em que já vivemos, eu também lembro da tristeza que se escondia por trás do amor. E me perco no abismo que é sentir que nada do que vivemos foi real. Me pergunto se foi real. Na verdade eu me pergunto se para você foi real como foi para mim.

Eu já nem sinto mais vontade de pensar no que já aconteceu. Esses pensamentos só existem quando eu sou "convidada" a lembrar. Existem tantos gatilhos que me fazem lembrar da forma que você me tratava. E agora, depois que eu criei coragem de ir embora da sua vida, da sua casa, da nossa antiga relação, você vem dizer que me enxerga? Que sou bela, cativante, sensível, amável, que sente saudade do calor do meu abraço, do meu corpo deitado com o seu? Que se inspira em mim? Que aprende comigo? Que admira minha força? Acha justo mesmo ressaltar esses sentimentos de apego? Não é justo com o meu processo! Até porque eu não sinto vontade alguma de ser tudo isso, de ser tanto, de ser eu para você. 

Eu não preciso que você me veja para ser, eu simplesmente sou e vou continuar sendo eu. Não é justo demonstrar que sente falta da minha presença depois de tantas vezes que você me colocou para fora de seu coração. De sua humanidade. Mesmo na tentativa de me fazer ficar mais um pouco na sua vida, você conseguia me convencer de que ainda existia amor. Que ia mudar seu jeito. Que ia parar de competir e se comparar. Que ia dialogar mais. Eu vi o oposto da teoria. Por isso estou onde estou agora: em paz na minha casa, na minha pele, no meu espaço e dou valor a cada detalhe de meu presente, pois sei que não ter colocado limites me custou caro demais.

Eu tinha dezesseis anos, uma depressão, e a resistência de querer criar força e novas referências de ver o mundo. Eu caí na armadilha da co-dependencia. Caímos. Ambos não tínhamos capacidade de estar em relacionamento sem antes se descobrir. Embora eu saiba que nunca é tarde para despertar, eu me culpo demais por ter ficado tanto tempo numa relação que já não me fazia bem desde o início. Eu tento ser gentil comigo mesma, mas por não ter aprendido a dizer “NÃO” é que eu fui parar em um relacionamento que não precisava existir. Não daquele jeito. Romântico. Você me tratava como uma princesa. Me mimava, dava flores, chocolates, bilhetes, visitas surpresas, me dava atenção, vivia dizendo que me amava. Eu me apaixonei por esse cara. Aos dezesseis. Acontece que não dá para ter dezesseis anos para sempre.

Eu, na condição de ser um processo contínuo de mim mesma, não me permiti parar. Estava claro que eu ia crescer, Douglas. Você me conheceu independente. 

Eu enfrentei tantas coisas por te amar demais. Enfrentei até mesmo a mim. Meu eu se fundiu com o seu por muito tempo e isso é tão errado! Porque não existe amor nessa verdade. Não existe vida por trás da verdade de saber que eu me sacrifiquei tanto por causa de uma pessoa! Esse jeito de se relacionar só reforça os discursos que luto para não serem mais reproduzidos. Nos apaixonamos dentro de estruturas que moldam relacionamentos nocivos, porque nos ferem, nos limitam, nos privam da nossa subjetividade. Principalmente no que diz respeito a ser mulher e ocupar esse espaço dentro da relação. Casamento é um erro apenas para a mulher. Releia.

Basta olhar minhas antigas escritas e será possível perceber uma vida dupla. Um Dri que chora, e a que sonha. A Dri que chorava se lamentava demais. São infinitas páginas de lamentação, de choro, de trauma e mágoa. Eu já queria ter voado há muito tempo. Só não tive a coragem que tenho agora. E é disso que preciso me perdoar.

Sonhei tantas vezes com a liberdade... é natural que agora que eu a possua eu ainda não saiba muito bem o que fazer com ela. Eu vou aprender a usá-la. Firmo comigo esse compromisso de modo que o passado se finde de meu presente. Eu moro no agora. Eu habito minha pele. Eu pertenço a mim. Apenas a mim. Sou tão mais eu quanto antes. Antes mesmo de você.

  

quinta-feira, 28 de janeiro de 2021

(talvez eu esteja pensando demais em você.)

Quero por um ponto final dessa narrativa para poder voar em paz. Seguir com meu ritmo. Com a minha vida. Construir minha subjetividade e exercer a singularidade de minha poesia. Gosto de poesia porque sei que ela faz parte do caminho. Para mim ela é como uma borboleta bem bela que pousa em cantinhos enquanto se está caminhando no centro agitado da cidade. E você para pra ver e não importa quem está atrás ou na frente. Simplesmente importa parar tudo que está fazendo por uns instantes e contemplar. Sorrir bobamente. 

Poesia é o salto. É quase um verbo ao invés de substantivo. É abstrato. Uma ação abstrata que nos convida ao íntimo. Que nos surpreende quando estamos conectados com os nossos sentimentos. Acredito que sempre há poesia no caminho. Ainda que o mundo seja um lugar tão doido e contraditório para se habitar. É difícil separar a beleza do descaso. As mágoas dos afetos. 

Eu não ignoro (e nem tento) o mundo que hábito. O enxergo e ter consciência dele é o que me fere. Por isso quando sou surpreendida por um beija-flor curiando um arbusto bem em minha frente eu sorrio que nem boba. Que é porque a poesia nos faz lembrar que mesmo habitando na coexistência de múltiplas narrativas, ainda há vida. Ainda há amor. Ainda há porque estar a caminhar. Desejo de voar nesse sentimento.

Sabe, tem acontecido esses devaneios constantemente. É porque estou no exercício de me reencontrar depois de ter me perdido em anos que dediquei minha poesia a uma única pessoa. Parecia que você queria meu canto de pássaro livre eternamente em sua gaiola. Você não soube lidar com a liberdade desse pássaro. Já te disse muitas vezes que sou bicho solto, não disse? 

A poesia me salva. Me torna coerente. Me faz parar de pensar apenas nos traumas. A poesia me convida a resistir. Que a poesia me cure desses pensamentos. Dos antigos sentimentos e que abra caminhos. Dentro de mim.

Eu já me sinto pronta.


sexta-feira, 22 de janeiro de 2021

A revolução começará pela mulher!

 Estou vivendo processos de rupturas e ligações. E é preciso encontrar o relativo equilíbrio entre o que deve morrer e o que deve viver. Dentro de mim.

 Muito do que tenho aprendido vem das lições e convivência com mulheres fortes. Com mulheres que admiro muito. E se toda mulher soubesse da força que alcançamos quando nos unimos, nunca mais se submeteria a pessoas e situações nocivas, já que vivemos dentro de um sistema que se organiza em prol de nos objetificar e nos destituir de nossa humanidade, pois eles sabem da força de nossa união.  É disso que eles sentem medo.

Nossa força e união é resistência, portanto, obrigada, Alicinha, Giu e Sarah.

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Escrevi o texto abaixo em uma noite que senti a tristeza de minha amiga Alice. E quis transmitir força e coragem para ela continuar com a sua caminhada, pois os movimentos dessa mulher são a coisa mais bela que já vi. Ela convida tudo a sua volta a se movimentar com ela. Admiração ainda é pouco para expressar meu sentimento por você, mulher.

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Oração para dias de tempestade

"Mulher,

Recorda-te que és forte.

Que és resistência,

que és liberdade,

Que és arte e que as águas fazem parte.

Que tua solidão se transforme em solitude.

Que se encontre em si sempre que se sentir perdida.

Confia em ti e em teu processo.

Se fortaleça de modo que não se esqueça que estás viva.

E estar viva é o que te dá possibilidade de entender o seu ser. De ouvir a sua própria voz

soprando ventos em forma de força e coragem para olhar para si,

E olhar ao redor, 

e olhar para trás para ver o tanto que já andou e contemplar o quanto ainda está disposta a caminhar.

Eu sei, têm dias que as águas de dentro nos atravessam e parece que vão encharcar.

Mas calma. Mais calma. Respira. 

E recorda-te que também és feita de água, de afetos e saberes. 

De brisas e cores.

Então abrace as suas lágrimas, pois elas fazem parte do processo de germinar.

O seu sorrir é tão valioso, mulher!

E é por momentos de lágrimas que os sorrisos são valiosos. 

Quem contigo chora, contigo merece estar e sorrir. Que você tenha sabedoria para discernir. 

Que ventos de paz assolem nossos corações todas as vezes que a dor cogitar falar mais alto. É sobre se acolher, é sobre se escolher ser ato de resistência dentro de um sistema que espera todas as formas de sacrifício de uma mulher. 

E resistimos às águas. Resistimos à dor. Simplesmente resistimos porque existimos e nos queremos VIVAS!"


quinta-feira, 24 de dezembro de 2020

 "Caminhar até os pés doer e o coração ficar curado..."

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Em busca da cura.

Da paz.

Da melhor forma de habitar a minha pele.

Que o tempo ensine. Que o tempo nos leve.

Que eu aprenda a caminhar com calma e humildade.

Eu quero me olhar no espelho de dentro e gostar do que sinto.

Em busca do acreditar que essa tempestade vai passar.

De que vou crescer. 

Que a liberdade seja o norte da caminhada.

Eu quero me curar de mim.

terça-feira, 22 de dezembro de 2020

necessidade de cura

Vim pela necessidade de vomitar esse sentimento amargo que sobe à boca quando penso no tempo que perdi, na vida que depositei nos lugares e pessoas erradas.
Vim pela necessidade de cura. De autocurar. De me constituir de novo diante dessa dor. 
Abro em mim o processo de cura, pois não quero guardar essa dor dentro de mim. Quero escancará-la. Quero estancar a ferida. E quero poder viver em paz. 
Pelo direito de viver em paz, uso as palavras para curar.  

segunda-feira, 5 de outubro de 2020

 Eu sinto muito.

Eu sinto tanto que meu corpo tem reagido de uma forma muito negativa. Eu me frustro mesmo sabendo que isso só potencializa os sentimentos negativos que me causam tão mal. Eu deveria estar escrevendo minha dissertação. Eu deveria estar planejando aulas. Eu deveria estar tendo conversas importantes com o Douglas.

 A ansiedade combinada com a depressão me fazem sentir como se eu estivesse com os pés fincados na areia movediça que só existe no peito. Que só existe no meu pensamento. Tentar ser racional em uma fase tão difícil como essa tem sido o maior exercício que tenho praticado. Acontece é que estou cansada. A sensação é de cansaço mesmo em dias que parece que só fiquei deitada tentando anestesiar os conflitos.

Talvez eu tenha acordado ruim hoje porque não tenho chorado. É meu corpo querendo colocar pra fora o que tenho guardado. Poxa, eu só preciso chorar tudo que preciso e chegar ao estágio de me acolher porque no fundo eu sinto que essa hora do acolhimento precisa chegar de mim mesma. Eu me julgo até de ficar deitada. Agora mesmo interrompi meus estudos para desabafar isso aqui e já estou me sentindo culpada. Por que a culpa pesa tanto? Por que eu me sinto tão sozinha? Por que a fuga tem ocupado meus pensamentos? Não é isso que desejo para minha vida. Estou desde ontem olhando as situações que me cercam - desde as mais corriqueiras até as mais aleatórias-, e eu tenho sentido uma profunda tristeza. Parece que nada tem vida perto de mim. Pelo menos é essa a sensação de uma pessoa ansiosa. Só que eu não queria estar assim e parece que quanto mais eu não quero ficar assim, mais assim e
eu fico. Meio ensimesmada.

A culpa é um bagulho muito doído! Ela paralisa. Ela cansa e nos faz dizer coisas horríveis para nós mesmos. Eu quero dissipar a culpa porque sinto que a cura para esse momento difícil vai acontecer quando eu aprender a lidar melhor com os sentimentos negativos. Eu preciso parar de lutar contra mim. Preciso ser minha amiga de verdade ao ponto de entender meus limites e respeitá-los. Parar de cobrar de mim e da vida aquilo que eu nem sei. Eu nem sei de amanhã porque eu mal sei de hoje. Eu só quero parar de escolher o pior lado para estar porque eu preciso começar a construir a minha visão das coisas de uma forma mais genuína. 
eu não sou minha ansiedade! eu não sou minha depressão! eu não sou minha ansiedade! eu não sou minha depressão! eu não sou minha ansiedade! eu não sou minha depressão! eu não sou minha ansiedade! eu não sou minha depressão!


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feita de água, então água sou. 

não importa se doce ou salgada, importa o movimento. importa seguir. importa olhar para a frente e se permitir.

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quinta-feira, 27 de agosto de 2020

o que é amor?

acho que é quando a gente se depara com a foto da pessoa atraída e para. aí fica um sorrisinho frouxo e gostoso como se fosse até bom contemplar sua figura. e é. só que não me engano: amor é construção. essa voz racional tenta dialogar comigo, pois digo e não brigo, que porra é essa que estou sentindo?


sei que amor é um trem grande demais para caber no espectro do amor romântico.
eu mesmo já amei demais mesmo tão jovem. amei seres, coisas, lugares. sorrisos. cabelo e etc. 
atualmente, digo, de um ano e meio para cá tenho sentido a forte necessidade de construir o amor próprio. não tenho tantas certezas quanto ao que objetivo com isso, mas sei que é preciso amar a si, criar estima por si, buscar aprender por si, estar só e sólito, afinal a realidade é essa, o eu, o só, o sólito, a solidão e todas as variantes semânticas que expressam a individualidade do ser humano, a subjetividade, quem sou, como sou, como posso ser, o que quero ser, o que posso ser, o que é ser. o movimento aqui diz respeito às inconstantes questões que movimentam a trajetória da existência, pelo menos da minha.
a inquietação movimenta. a dor movimenta. a raiva movimenta. a felicidade movimenta. a morte movimenta. a vida movimenta.
O amor também movimenta.
O amor em todas as suas particularidades é um movimento. 
Por isso, me amo. 
Te amo e amo um pouco de tudo.

segunda-feira, 11 de junho de 2018

Todos buscam um sentido para a vida.
Alguns atribuem a ela a religiosidade, alguns os seus ofícios e outros o dinheiro.
A vida por si é um paradoxo. Vazio de sentido e carregada de complexidade.
Alguns acordam pela manhã em nome de seres divinos e outros pela aquisição de dinheiro.
Em contraparte, há aqueles que não são movidos a nenhum desses tópicos, embora saltite pelos dois.

O ser por ser não deve ser regido apenas por forças externas, tais como essas elencadas. É necessário aprofundar-se em questões mais íntimas: ser humano.
O ser enquanto existência, não reduz-se, e assim não deve ser, às posses em nome.
A vida, na verdade, não tem explicação tátil. Quem consegue explicar a criação por meio de constatações concretas?
Quem consegue traçar uma lógica que não seja subjetiva sobre o início do início de tudo?

O que tem-se não é o suficiente para homogeneizar e reduzir o humano. Que de tão vazio, torna-se complexo. Parece que isso já foi dito nesse mesmo projétil de desabafo.

A vida, meus caros, é breve e o sistema só traz regresso. Andei-vos todos nós na contramão de tudo que nos foi repassado.
Para isso é preciso ter capacidade de reconhecer o ser como matéria, paradoxal e subjetiva, que respira.
Convido-os a abrir mão de todas as constatações individualistas de como a vida deve ser regida.

Mensagem

Vire as suas armas
Para o lado certo.

Para isso,
Entenda que o alvo mirado
para aqueles de seu próprio meio 
Não traz progresso.

Defina seu alvo no proceder
E na coletividade , o povo,
em ascensão
Mostrará o seu real poder!

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Tudo que deixamos para trás e não voltamos para buscar.

O carinho descuidado, posto em segundo plano.

É como deixar uma flor cair no chão e não fazer esforço para levantá-la de lá.
E achar que está tudo bem e muito bom,

beijar com raiva não pode, mas transar sem fazer amor, sim.

Embora as escolhas lexicais aqui colocadas não acusem nenhum sujeito, elas apontam para tudo que nós deixamos em nós e nada adianta encontrar o responsável, uma vez que o intervalo entre o crime  e o culpado está a dor de sentir.

E sente mesmo.

Sente com força. Sente dislasceradamente, nos prazeres e nos agoures.
E sente-se negligente no mundo. Um reles transeunte frente a esses fatos. É enxergar nosso amor pegando um trem bem rápido e sumir numa linha perpendicular até desaparecer de vez.

E não voltamos para buscar o eu te amo,

Resolvemos de toda singeleza de “- Covarde, moleque! e – Vai tomar no seu cú!” substituir uma sequência repetida e bonita de “Boa noite, amor. Durma bem.”, seguido de um “beijinho de E.T.”, cujo ritual criamos quando sabíamos sentar na calçada e brincar de viver, de contar estrelas e trocar poesias.

Ainda há tempo e espaço para o novo? Há tempo de parar de escrever errado por linhas tortas e buscar a flor que caiu na calçada?


É possível sorrir de dentro de novo?

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Essa carta tem endereço, mas não tem nome.

"Penso em você todos os dias. Mesmo quando não estamos perto, penso em como você está.
choro pela ausência de tempo e pela distância, mas nada me faz chorar mais do que você querer fugir de mim.
Sou uma má pessoa? Sou uma má amiga? Me perdoe.
Acontece que tenho sonhado com você todas as noites de um tempo para cá. Sonhos agitados e intensos. O gesto do nosso abraço apertado fica riscando a memória quando eu acordo. É tão sinestésico.
A ruptura machuca porque não foi uma escolha conjunta. Foi uma escolha unicamente sua. 
Uma pena.
Uma lástima.
Eu nem consigo dizer mais nada e queria dizer tantas coisas.
um ponto final forçado, igual esse desabafo torto."

Vou sentir sua falta todos os dias, mas agora é que abro mão pelo meu bem.

 
 
 

domingo, 14 de maio de 2017

Bruta é a flor do querer. Dura como pedra, bela por si só.
- O amor consome, meu bem.
Mesmo que os discursos sejam diretos, os pés suspensos ao relento machuca e a mente acompanha o vai e vem dos carros buscando por respostas nos ínfimos cantos. 
(toda fragmentação e confusão característico de um peito cheio e uma mente verborrágica. eu não sei se digo a você ou mim mesmo)
É belo o que sinto por ser real, mas dói na pele, rói e fere como uma batida intensa.
Eu só tenho cantado amor, mesmo com dor.
Tem doído.
Tem roído.
Futuro das coisas do presente e tudo o que o coração pede é por um pedaço de felicidade para gozar em paz.

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Vamos falar de sensibilidade então.

(A você que pensa que não escrevo notas sobre o fato de você existir)

"Cansei de traçar paradoxos. Hoje deixo as linhas livres para que interprete da maneira que achar conveniente. 
Quando olho para o horizonte dos meus dias, recordo o peso das palavras que remoem, como num movimento de roupas contorcidas ao serem lavadas, a diferença é que a clareza das ideias não chegam, como a limpeza chega para o que é sujo.
O que vejo são meus pés suspensos no nada, balançando com o movimento das palavras, num jogo que não chega a nada, numa guerra que já perdemos.
Estaticamente, não chegamos a nada. Os dias continuarão a passar como passam agora?
Voltas e voltas para simplesmente continuar nesse silêncio, enquanto os dias mornos dormem e despertam como se nada nunca tivesse acontecido.
Por quantas horas terei que esperar? O que devo esperar? Devemos esperar ser questão de vida ou morte? (tipos de fragmentos que remoem sempre que me pego a pensar em sua figura adquirindo forma e cor novamente, surgindo nesse horizonte feito de nada que projetei)

Até quando se pode aguentar ficar na zona de conforto sem gritar?"

(é tão pessoal que ninguém mais entenderá, só você. Assim está bom?)

O que há de ser mais belo do que a dor?

 a dor de ser, de ter, de ver.

a dor é bela, afirmo, mesmo que seja loucura pensar nisso.

admiro o que é intenso, tal como o peso e simbologia da dor. A intensidade traz em seu bojo os lapsos de realidade e se, realidade for intensa, admito que sofro.

Sofro como todos que não rotulam realidade, contudo, apreciam a intensidade!


 

SUBMERSO É O SER NO UNIVERSO!

SUBMERSO É O SER NO UNIVERSO.
 
(rascunhos)

Eu digo "durma bem"
(mesmo que não seja comigo)

Digo "Seja feliz"
(mesmo que não seja comigo!)

Completo em tom de brincadeira "Viveria contigo"
(Como bons entendedores, sabemos que toda brincadeira possui um fundo de verossimilhança)

                                     (e não contente, conversamos entre parênteses)

Um dia as entrelinhas falarão mais alto.

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Uma mulher sem importância


Têm muitas mulheres transitando sobre a própria corrente, da mesma forma que ainda existem mulheres com o controle de suas próprias amarras. Ah, eu quero falar de mulheres... De mulheres não, de uma mulher. Aquela sem nome. 
Você deve questionar-se "por que sem nome?". É porque ela não tem importância. Ela quase que não existe, para ser honesta (mas é segredo, já que ela nem se deu conta disso). Ela exerce muito bem o seu ofício de ser perfeita.
Agora me responda uma coisa: é possível ser sem importância e ainda assim ser respeitada? Os valores acerca do respeito são um tanto confusos nessa pós-modernidade. Ela não é dona de nada nessa Terra brava a desmundar, mas é moldada a acreditar que tem pertences. 
Coitada! Se lhe perguntam algo, é provável que ela responda sem ao menos abrir a boca, já que ela não tem voz na casa que ela pensa ser dona. Agora imagina fora de casa não é? Qual importância darão a ela?
Ela é tão exata na tradicionalidade de ser mulher que chega a ser submissa.Mas não há problema nisso: assim como ela não diz, também não enxerga. Agora você deve estar se perguntando: mas se ela não vê e não diz, o que lhe resta das faculdades sensitivas do corpo?
Pois eu te digo: ela ouve! Sim! Comemore. Chegam a ser esquizofrênicas as vozes embutidas que circulam na mente dessa mulher apagada. Elas gritam o dia todo o que ela deve ser, o que ela deve ter, o que ela deve vestir, como deve ser o cabelo (é assustador, mas vamos combinar que a mídia está sempre em alta). Gritam tanto que ela chega ser um bibelô de desejos, quase um... um... objeto! Objeto tem importância?
Ela se olha ao espelho com olhos de servidão: quem está presa é ela mesma, e a coitada nem sabe disso.

Obrigada (?)

Se fôssemos rascunhar essa história mal escrita, e transpô-la em produção cinematográfica, garanto que seria um clássico decadente e mudo, em pleno silêncio para absorver na pele até causar ferida.
Imagino imagens ora lentas, ora longas, ora breves... mas sempre essas imagens que riscam o córtex aditivo com caco de vidro, para em seguida acariciá-lo com uma pena. 
(Eu sempre imagino nossa dança sobre estilhaços de vidro e nossos passos pelas penas).
Eu desaprendi a sorrir. Hoje parece-me tudo tão amargo, tão caro, tão pesado. 
Eu me sinto cansada, não, não me sinto deprimida. Mas parece que os olhos não olham mais com tanta cor, não têm mais a vividez que antes tinham. 
Eu não sei o que é pintar quadro com os olhos, como antes fazia por gosto. Eu aprendi demais, eu soube demais e creio que isso não encaixaria nesse roteiro porco e fétido de nossa história. 
Parece-me que saí de uma sala de cinema pós um filme bem sensorial, cujas imagens foram tão sinestésicas, e parece que não vou encontrar alguém para discutir esse filme. (Eu devo ter deixado minha voz lá dentro da sala, pois agora eu estou em silêncio).
Foi isso, foi isso que restou: silêncio.
Ora eu te odeio, ora eu não consigo dizer que te amei. E parece-me que agora esse filme barato ficará rodando sem parar, sem parar, sem parar e sem parar. 
Tem dias que penso que seja lá onde você esteja, você está a sorrir de mim. E tem outros que penso que nada disso tem importância para você.
(Hoje não me importa quantos pássaros mortos eu vá ver pelas ruas, eu naturalizei essa bagunça.)